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Neurônios

O neurônio, estrutura e função

Introdução aos neurônios. Como a estrutura de um neurônio permite que ele receba e transmita informações.

Introdução

Como você sabe onde está nesse exato momento?
Sua habilidade em perceber seu entorno – ver, ouvir e cheirar o que está ao seu redor – depende do seu sistema nervoso. Assim como a sua habilidade em reconhecer onde está e lembrar se você já esteve lá antes. Na verdade, até a sua capacidade de saber onde está depende do seu sistema nervoso!
Se suas percepções indicarem perigo (“Oh, a casa está pegando fogo!”), sua habilidade de agir de acordo com essa informação também depende do seu sistema nervoso. Além de permitir que você processe a ameaça conscientemente, seu sistema nervoso desencadeia respostas involuntárias, como o aumento da frequência cardíaca e fluxo de sangue para os músculos, com o intuito de lhe ajudar a enfrentar o perigo.
Todos esses processos dependem das células que compõem o seu sistema nervoso. Elas são as células nervosas (ou neurônios) e células gliais (ou glia).
Os neurônios são as unidades básicas do sistema nervoso e geram os sinais elétricos que transmitem rapidamente informações por longas distâncias. As glias também são essenciais para o funcionamento do sistema nervoso, mas elas trabalham principalmente dando suporte aos neurônios.

O sistema nervoso humano

Nos humanos e outros vertebrados o sistema nervoso pode ser dividido em duas seções: sistema nervoso central e sistema nervoso periférico.
  • O sistema nervoso central (SNC) é formado pelo cérebro e a medula espinhal. É no SNC que acontece toda a análise de informações.
  • O sistema nervoso periférico (SNP) inclui os neurônios sensoriais e neurônios motores. Os neurônios sensoriais trazem sinais recebidos para o SNC e os neurônios motores levam os sinais do SNC para os músculos.

As funções básicas de um neurônio

Se você pensar sobre os papéis das três classes de neurônios, é possível fazer inferências gerais de que todos os neurônios possuem três funções básicas. São elas:
  1. Receber sinais ou informação.
  2. Integrar sinais de entrada (para determinar se essa informação deve ser repassada ou não).
  3. Comunicar sinais às células-alvo que são outros neurônios, músculos ou glândulas.

Anatomia de um neurônio

Os neurônios têm um corpo celular chamado de soma. O núcleo do neurônio encontra-se no soma.
Vários apêndices ou protrusões se projetam a partir do corpo celular. Essas projeções incluem alguns muito curtos e ramificados, conhecidos como dendritos e um separado que é tipicamente mais longo que os dendritos, conhecido como axônio.
Os neurônios podem variam muito em comprimento. Enquanto muitos neurônios são minúsculos, os axônios dos neurônios motores que se estendem da medula espinhal para inervar os dedos do pé podem ter um metro de comprimento (ou mais, em jogadores de basquete como Michael Jordan, LeBron James, ou Yao Ming)!
Outro exemplo da diversidade de formas vem dos neurônios sensoriais, pois em muitos deles a distinção morfológica entre axônio e dendritos não é nítida.

Dendritos

As primeiras duas funções neuronais, receber e processar informação, geralmente ocorrem nos dendritos e no corpo celular. Os sinais recebidos podem ser ou excitatórios – o que significa que eles tendem a fazer o neurônio disparar um sinal ou impulso elétrico – ou inibitórios – o que significa que eles tendem a evitar que o neurônio passe qualquer informação.
A maioria dos neurônios recebem muitos sinais de entrada. Se ele irá ou não ser excitado e disparar um impulso dependerá da soma de todos os sinais excitatórios e inibitórios que receber. Se o neurônio realmente acabar disparando um sinal, o impulso nervoso será conduzido pelo axônio.
Figura 2: Estrutura de um neurônio. Em uma das extremidades do corpo celular estão os dendritos. Projetando-se da outra extremidade do corpo celular está o axônio. O axônio é envolvido por mielina, que constitui uma bainha em volta de algumas seções. Em sua extremidade mais distante do corpo celular, o axônio se ramifica em muitos terminais axônicos. Cada um forma uma sinapse com um dendrito ou corpo celular de outro neurônio. Há um espaço entre os dois neurônios. A comunicação se dá pela liberação de neurotransmissores nesse espaço. 

Neurônios formam redes

Um único neurônio não pode fazer muito sozinho e o funcionamento do sistema nervoso depende de grupos de neurônios que trabalham juntos. Neurônios individuais se conectam a outros neurônios para estimular ou inibir a sua atividade, formando circuitos que podem processar informações recebidas e fornecer uma resposta. Circuitos neuronais podem ser bem simples e compostos por apenas alguns neurônios ou eles podem envolver redes neuronais mais complexas.

Sinapses

Como os neurônios se comunicam e passam informações?
As conexões entre os neurônios ocorrem entre os dendritos de um e os corpos celulares de outro neurônio. Essas conexões são conhecidas como sinapses.
Na maioria das sinapses e junções a informação é transmitida através de substâncias químicas chamadas neurotransmissores, que são liberadas por um neurônio e recebidas por outro.

Células gliais

No início deste artigo, dissemos que o sistema nervoso é constituído por dois tipos de células, os neurônios e as glias, os neurônios atuando como unidade funcional básica do sistema nervoso e as glias num papel secundário. Assim como os coadjuvantes são essenciais para o sucesso de um filme, as células gliais são essenciais para o funcionamento do sistema nervoso. Na verdade, existem muito mais glias no cérebro que neurônios.
Existem quatro tipos principais de células gliais no sistema nervoso dos vertebrados adultos. Três destes são encontrados apenas no sistema nervoso central (SNC). As células gliais do quarto tipo são encontradas apenas no sistema nervoso periférico (SNP).
As células gliais possuem várias funções, por exemplo:
  1. Ajudam a regular o fluxo de sangue no cérebro, manter a composição do fluido que envolve os neurônios e regular a comunicação entre os neurônios em sinapse.
  2. Durante o desenvolvimento do feto, ajudam os neurônios a encontrar o caminho aos seus destinos e contribuem para a formação de uma barreira entre o sangue e cérebro, que ajuda a isolar o cérebro das substâncias potencialmente tóxicas no sangue.
  1. Atuar como limpadora para remover células mortas e outros detritos do sistema nervoso.
  2. As células gliais que possuem cílios promovem a circulação do fluido cérebro-espinhal.